Numa manhã pachorrenta e solarenga, estava eu de costas deitado no verde e húmido tapete de relva, junto aos caniços e juncos que bordejavam uma represa farta de carpas, à espera que uma dessas tolas abocanhasse o isco que esperneava no meu anzol, quando o ruidoso grasnar de gansos selvagens me despertou da apatia e da sonolência, que aquele baixo e doentio sol primaveril me causava. Não muito alto, em contraste com um céu de um azul ciano profundo, brilhante e sem nuvens, pude ver um bando de brancos gansos selvagens que voavam numa formação em forma de um “V”.
O meu olhar inquisidor, intrigado e curioso, ficou desde logo preso àquela formação de emplumados e esguios viajantes de grandes distâncias, e lembro-me de me ter interrogado, qual seria a razão que os levava a escolher aquela peculiar e característica forma de voar? Esmiucei a minha atenção e assim pude deduzir, que à medida que cada uma daquelas aves batia as suas asas, ela criava uma base de sustentação para a ave seguinte, e assim sucessivamente de ave para ave. Ora, aquelas ruidosas e esguias aves ao escolherem voar em formação na forma de um “V”, possibilitavam a todo o bando voar pelo menos o dobro da distância, que qualquer uma delas poderia voar isoladamente.
Reparei ainda, que quando algum ganso saía daquela formação, ele sentia repentinamente a resistência do ar e por isso, rapidamente retornava à formação, para dela tirar a vantagem do poder de sustentação do ganso que voava imediatamente à sua frente.
Em determinado momento, o ganso líder exausto e cansado, deixou-se ficar para trás, até atingir a traseira de uma das extremidade da formação, enquanto que um outro ganso assumiu de imediato o vértice da mesma.
Pude ainda reparar que naquele bando de gansos selvagens, as aves da frente levavam os bicos de um forte laranja completamente fechados, enquanto que os gansos de trás os levavam bem abertos, para grasnarem de forma ruidosa, para que desse modo, os gansos da frente se sentissem mais motivados a manterem o ritmo, a força e a velocidade do voo.
O exemplo da forma de voar deste bando de gansos selvagens, bem poderia ser um exemplo a seguir pela sociedade humana, pois tal como eles, todos nós necessitamos de ser apoiados, estimulados e encorajados. E tal como eles também, se partilharmos com outra pessoa a direcção comum a um determinado objectivo, com o espírito de uma verdadeira equipa, temos fortes probabilidades de chegar ao nosso destino, sem o dispêndio de muitas energias, sem grande esforço e muito mais depressa, porque nos apoiamos na confiança e na força anímica que é gerada uns nos outros.
Quando “viajamos” na mesma direcção com outra pessoa que compartilha os mesmos objectivos e os mesmos ideais e interesses que os nossos, transmitimos uma à outra a necessária força, o indispensável poder e a absoluta segurança. E tal como o líder ganso selvagem, deveremos revezar os companheiros que num trabalho árduo, ficaram exaustos e cansados, para que desse modo, estes possam retemperar as sua forças e juntos alcançarmos o objectivo estrategicamente planeado. Sigamos por isso o bom exemplo da forma de voar dos gansos selvagens.
O meu olhar inquisidor, intrigado e curioso, ficou desde logo preso àquela formação de emplumados e esguios viajantes de grandes distâncias, e lembro-me de me ter interrogado, qual seria a razão que os levava a escolher aquela peculiar e característica forma de voar? Esmiucei a minha atenção e assim pude deduzir, que à medida que cada uma daquelas aves batia as suas asas, ela criava uma base de sustentação para a ave seguinte, e assim sucessivamente de ave para ave. Ora, aquelas ruidosas e esguias aves ao escolherem voar em formação na forma de um “V”, possibilitavam a todo o bando voar pelo menos o dobro da distância, que qualquer uma delas poderia voar isoladamente.
Reparei ainda, que quando algum ganso saía daquela formação, ele sentia repentinamente a resistência do ar e por isso, rapidamente retornava à formação, para dela tirar a vantagem do poder de sustentação do ganso que voava imediatamente à sua frente.
Em determinado momento, o ganso líder exausto e cansado, deixou-se ficar para trás, até atingir a traseira de uma das extremidade da formação, enquanto que um outro ganso assumiu de imediato o vértice da mesma.
Pude ainda reparar que naquele bando de gansos selvagens, as aves da frente levavam os bicos de um forte laranja completamente fechados, enquanto que os gansos de trás os levavam bem abertos, para grasnarem de forma ruidosa, para que desse modo, os gansos da frente se sentissem mais motivados a manterem o ritmo, a força e a velocidade do voo.
O exemplo da forma de voar deste bando de gansos selvagens, bem poderia ser um exemplo a seguir pela sociedade humana, pois tal como eles, todos nós necessitamos de ser apoiados, estimulados e encorajados. E tal como eles também, se partilharmos com outra pessoa a direcção comum a um determinado objectivo, com o espírito de uma verdadeira equipa, temos fortes probabilidades de chegar ao nosso destino, sem o dispêndio de muitas energias, sem grande esforço e muito mais depressa, porque nos apoiamos na confiança e na força anímica que é gerada uns nos outros.
Quando “viajamos” na mesma direcção com outra pessoa que compartilha os mesmos objectivos e os mesmos ideais e interesses que os nossos, transmitimos uma à outra a necessária força, o indispensável poder e a absoluta segurança. E tal como o líder ganso selvagem, deveremos revezar os companheiros que num trabalho árduo, ficaram exaustos e cansados, para que desse modo, estes possam retemperar as sua forças e juntos alcançarmos o objectivo estrategicamente planeado. Sigamos por isso o bom exemplo da forma de voar dos gansos selvagens.
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